Prefeitura de Limeira processará governo Lula após morte de jovem em rope jump na Ponte do Esqueleto

Prefeitura de Limeira anuncia ação judicial contra o governo federal após morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto.

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Redação MPV III

6/14/20263 min read

Prefeitura de Limeira vai processar governo Lula após morte de jovem em rope jump na Ponte do Esqueleto.

Após tragédia que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, município acusa União de omissão na fiscalização da Ponte do Esqueleto

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um novo desdobramento político e jurídico. A Prefeitura de Limeira anunciou que irá ingressar com uma ação judicial contra o governo federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegando omissão na fiscalização e no controle de acesso à conhecida Ponte do Esqueleto

Segundo comunicado oficial divulgado pela administração municipal, o prefeito Murilo Félix afirmou que o município vem cobrando providências do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos desde 2025, sem que medidas efetivas fossem implementadas para impedir o acesso à estrutura considerada de risco.

Prefeitura aponta omissão da União

De acordo com a nota oficial, a tragédia tornou “insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”. A administração municipal sustenta que a Ponte do Esqueleto encontra-se em área sob responsabilidade da União, uma vez que o local fazia parte do patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A. e atualmente passa por processo de incorporação ao patrimônio federal.

A Prefeitura de Limeira afirma ter encaminhado diversos pedidos formais para que fossem adotadas medidas de segurança, incluindo bloqueio de acesso, reforço na fiscalização e instalação de sinalização adequada para alertar visitantes sobre os riscos existentes na estrutura.

Histórico de acidentes preocupa autoridades

Segundo informações divulgadas pelo município, a morte de Maria Eduarda não foi o primeiro acidente fatal registrado na Ponte do Esqueleto.

Em 2024, um ciclista morreu após um incidente ocorrido no mesmo local. Após aquele episódio, órgãos federais teriam sido alertados sobre a necessidade de adoção de medidas preventivas para restringir o acesso à área.

Ainda de acordo com a Prefeitura, o Ministério da Gestão chegou a solicitar providências relacionadas à instalação de placas de advertência e mecanismos de bloqueio. Entretanto, as ações não teriam sido implementadas de forma efetiva.

Com isso, a estrutura continuou sendo utilizada para atividades recreativas, esportes radicais, trilhas e eventos organizados por grupos independentes.

Como ocorreu a tragédia

A tragédia aconteceu na manhã deste sábado durante uma atividade de rope jump promovida na Ponte do Esqueleto. Segundo informações preliminares da Polícia Militar e depoimentos de testemunhas, Maria Eduarda foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada à corda de segurança. O erro operacional teria ocorrido no momento da preparação do salto.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente, mas a morte da jovem foi confirmada ainda no local.

Vídeo do acidente circula nas redes sociais

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os momentos que antecedem o salto. No vídeo, Maria Eduarda aparece sendo conduzida até a plataforma instalada na ponte. Instantes depois, ela é lançada e pessoas presentes começam a gritar ao perceber que a corda de segurança não estava conectada. As imagens provocaram forte comoção em todo o país e intensificaram os debates sobre segurança em atividades de aventura. Especialistas destacam que procedimentos de conferência dupla e protocolos rigorosos são considerados indispensáveis em operações de rope jump devido ao elevado risco envolvido.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do acidente e a eventual responsabilidade dos organizadores da atividade. Os investigadores analisam depoimentos, imagens, equipamentos utilizados no evento e protocolos operacionais adotados pela equipe responsável pelo salto. Além da esfera criminal, o anúncio da ação judicial da Prefeitura de Limeira pode abrir uma nova frente de discussão envolvendo responsabilidades administrativas relacionadas à gestão e fiscalização da área. Enquanto as investigações avançam, familiares, amigos e moradores aguardam respostas sobre a tragédia que tirou a vida de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

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