Porto Alegre suspende vacinação contra dengue para profissionais da saúde e mantém imunização de crianças

Secretaria de Saúde de Porto Alegre suspende vacinação contra dengue para profissionais da saúde após orientação do Ministério da Saúde. Imunização de crianças e adolescentes segue normalmente.

PORTO ALEGRE E REGIÃO

Redação I

6/9/20263 min read

Porto Alegre suspende vacinação contra dengue em profissionais da saúde e mantém imunização de crianças e adolescentes

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue destinada aos profissionais da saúde. A decisão segue orientação do Ministério da Saúde, que interrompeu preventivamente a estratégia de vacinação com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan após o registro de eventos adversos graves que estão sendo investigados em âmbito nacional.

Apesar da suspensão para trabalhadores da área da saúde, a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua normalmente na Capital. Esse público recebe a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, que não foi afetada pela medida anunciada pelo governo federal.

Suspensão é preventiva e ocorre após investigação de eventos adversos

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 500 mil doses da vacina do Butantan já haviam sido aplicadas em diferentes regiões do país. Durante o monitoramento, foram identificados 42 casos de reações adversas graves, incluindo duas mortes que seguem sob investigação para determinar se existe relação direta com a vacinação.

As autoridades sanitárias destacam que a suspensão possui caráter preventivo e não significa que a vacina tenha sido considerada insegura. O objetivo é aprofundar as análises técnicas antes da continuidade da estratégia nacional de imunização.

Vacinação de crianças e adolescentes segue normalmente

Em Porto Alegre e em todo o Rio Grande do Sul, a imunização contra a dengue destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos permanece disponível nas unidades de saúde. O esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de três meses entre as aplicações.

A Secretaria Estadual da Saúde reforça que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas para reduzir casos graves da doença e diminuir o impacto da dengue entre os grupos mais vulneráveis.

Quem recebeu a vacina do Butantan deve ficar atento

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas recentemente com o imunizante do Butantan observem possíveis sintomas como febre persistente, dor abdominal intensa, vômitos contínuos, tonturas, sangramentos ou piora do estado geral. Em caso de sinais preocupantes, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

Até o momento, não há recomendação para revacinação ou medidas adicionais para quem já recebeu a dose. A investigação continua sendo conduzida por especialistas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do próprio Instituto Butantan.

Dengue continua sendo preocupação no Rio Grande do Sul

Mesmo com a redução dos casos em comparação aos anos anteriores, as autoridades de saúde alertam que o combate ao mosquito Aedes aegypti segue sendo fundamental. A eliminação de criadouros, o uso de repelentes e a vacinação dos grupos elegíveis continuam sendo as principais formas de prevenção.

A manutenção da vacinação de crianças e adolescentes demonstra a confiança das autoridades sanitárias na estratégia atualmente utilizada para esse público, considerada essencial para reduzir hospitalizações e formas graves da doença.

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