Coreto em frente ao Julinho é derrubado em Porto Alegre

Estrutura histórica localizada em frente ao Colégio Júlio de Castilhos foi removida e chamou a atenção de moradores e ex-alunos em Porto Alegre.

PORTO ALEGRE E REGIÃO

Redação I

6/10/20263 min read

Coreto histórico em frente ao Julinho é derrubado em Porto Alegre

Estrutura localizada em frente ao Colégio Júlio de Castilhos fazia parte da paisagem urbana da Capital e foi removida nesta semana

Quem passou pela Avenida João Pessoa nos últimos dias percebeu uma mudança significativa na paisagem em frente ao tradicional Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. O antigo coreto localizado próximo à instituição foi derrubado, encerrando um capítulo da história visual de uma das áreas mais conhecidas da Capital gaúcha.

A remoção da estrutura chamou a atenção de moradores, ex-alunos e pessoas que circulam diariamente pela região. O local fica em frente ao popular "Julinho", uma das escolas mais tradicionais do Rio Grande do Sul e referência histórica na educação pública gaúcha. O colégio completa 125 anos em 2025 e atualmente passa por um amplo processo de recuperação estrutural promovido pelo governo estadual.

Estrutura fazia parte da memória da região

Embora não tivesse o mesmo status de patrimônio histórico do prédio principal do colégio, o coreto era considerado por muitos moradores um elemento tradicional da paisagem urbana da região central de Porto Alegre.

Ao longo dos anos, a estrutura serviu como ponto de encontro para estudantes, moradores e frequentadores do entorno. Também aparecia com frequência em fotografias da área e integrava o cenário visual de uma das esquinas mais movimentadas próximas ao centro da cidade.

A retirada do coreto gerou repercussão entre pessoas ligadas à história do Julinho, especialmente ex-alunos que acompanharam décadas de transformações no entorno da instituição.

Julinho é um dos colégios mais tradicionais do Estado

Fundado em 1900, o Colégio Estadual Júlio de Castilhos é uma das instituições de ensino mais antigas e tradicionais do Rio Grande do Sul. Conhecido popularmente como "Julinho", o colégio teve papel importante na formação de lideranças políticas, intelectuais e profissionais gaúchos ao longo de mais de um século.

A atual sede da escola foi inaugurada em 1958, após um incêndio destruir o prédio anterior em 1951. O edifício modernista tornou-se uma referência arquitetônica de Porto Alegre e recebeu reconhecimento como patrimônio histórico da Capital.

Entre os ex-alunos mais conhecidos estão nomes como Leonel Brizola, Ibsen Pinheiro, Moacyr Scliar e Caco Barcellos.

Escola passa por obras de recuperação

O governo do Estado iniciou neste ano um conjunto de obras de recuperação no Julinho. O investimento anunciado é de aproximadamente R$ 3 milhões e contempla intervenções em salas de aula, corredores, cobertura, instalações elétricas, esquadrias, pisos e demais áreas da escola.

As obras fazem parte de um programa estadual de recuperação da infraestrutura escolar e têm como objetivo modernizar a estrutura física da instituição sem comprometer suas características arquitetônicas históricas.

Mudança gera debate sobre preservação urbana

A derrubada do coreto também reacendeu discussões sobre preservação da memória urbana em Porto Alegre. Especialistas frequentemente destacam que elementos históricos e simbólicos presentes nos bairros ajudam a preservar a identidade cultural das cidades.

Mesmo quando não possuem tombamento oficial, estruturas tradicionais acabam criando vínculos afetivos com moradores e frequentadores, tornando-se parte da história cotidiana da comunidade.

Até o momento, a remoção da estrutura tem gerado questionamentos sobre os motivos da demolição e sobre eventuais projetos futuros para a área localizada em frente ao Colégio Júlio de Castilhos.

A expectativa é que informações complementares sejam divulgadas pelos órgãos responsáveis nos próximos dias, esclarecendo o destino do espaço e os planos previstos para o local.

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Porto Alegre, Julinho, Colégio Júlio de Castilhos, Coreto, Patrimônio Histórico, Educação RS, Centro de Porto Alegre, História de Porto Alegre, Obras Públicas, Julinho Porto Alegre

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