88% dos Brasileiros Consideram Saúde Financeira Importante em Relacionamentos
Pesquisa da Serasa revela que 88% dos brasileiros valorizam a saúde financeira do parceiro. Quase metade afirma já ter se endividado por causa de um relacionamento.
BRASIL
Redação I
6/11/20263 min read


Dinheiro pesa no amor: 88% dos brasileiros consideram saúde financeira importante em um relacionamento
Pesquisa da Serasa revela que condição financeira influencia relacionamentos e pode até provocar dívidas entre casais
O amor continua sendo um dos pilares dos relacionamentos, mas o dinheiro tem ganhado cada vez mais importância na escolha de um parceiro. Uma pesquisa realizada pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, aponta que 88% dos brasileiros consideram importante que a pessoa tenha uma boa saúde financeira, enquanto 90% preferem se relacionar com alguém que possua o hábito de economizar para o futuro.
Os dados mostram que a vida financeira passou a ser um critério relevante na construção de relacionamentos duradouros. Segundo o levantamento, para 61% dos entrevistados, a condição financeira da pessoa influencia diretamente na percepção sobre a possibilidade de um relacionamento sólido e de longo prazo.
Dinheiro está entre os principais motivos de conflito entre casais
Apesar de representar segurança e planejamento, o dinheiro também aparece como uma das maiores fontes de conflito nos relacionamentos.
A pesquisa revela que 45% dos brasileiros apontam questões financeiras como uma das principais causas de brigas amorosas. O estudo sugere que comportamentos ligados à falta de planejamento financeiro, gastos impulsivos e endividamento são vistos como sinais de alerta por muitos parceiros.
Entre os comportamentos financeiros que mais incomodam dentro de uma relação estão:
Tomar decisões financeiras sem pensar direito;
Não possuir planejamento financeiro;
Gastar excessivamente com itens supérfluos;
Fazer compras mesmo estando endividado;
Não pagar contas em dia.
Quase metade dos entrevistados já se endividou por causa de um parceiro
O levantamento também mostrou que os impactos financeiros dos relacionamentos podem ser significativos.
De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados afirmam já ter se endividado por causa de um parceiro, sendo que 29% passaram por essa situação mais de uma vez. Além disso, 44% relataram ter ficado com o nome negativado em decorrência de relacionamentos amorosos e 42% disseram já ter feito empréstimos por conta de um companheiro ou companheira.
Os números indicam que decisões financeiras tomadas dentro da vida a dois podem gerar consequências duradouras para ambos os envolvidos.
Ajuda financeira é comum entre casais brasileiros
Embora os conflitos existam, a pesquisa também mostra um forte espírito de parceria.
Segundo o estudo, 74% dos entrevistados já ajudaram financeiramente um parceiro, enquanto 62% afirmam já ter recebido apoio financeiro em algum momento da relação.
Os dados demonstram que o dinheiro pode fortalecer laços de cooperação e apoio mútuo, desde que exista transparência e responsabilidade na administração das finanças do casal.
Planejamento financeiro ganha espaço na vida amorosa
Outro dado relevante aponta que 29% dos brasileiros já deixaram de assumir compromissos importantes, como morar junto, financiar um imóvel ou realizar grandes investimentos, por incompatibilidade financeira com o parceiro.
Especialistas destacam que o planejamento financeiro passou a ser visto como um fator de compatibilidade tão importante quanto valores pessoais, objetivos de vida e comportamento.
A tendência mostra que muitos brasileiros buscam relacionamentos nos quais exista alinhamento não apenas emocional, mas também financeiro.
Pesquisa ouviu mais de 1.200 brasileiros
O levantamento foi realizado pelo Instituto Opinion Box entre os dias 19 e 27 de maio de 2026. Ao todo, foram entrevistadas 1.257 pessoas em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.
Os resultados reforçam uma mudança de comportamento observada nos últimos anos: a saúde financeira deixou de ser um assunto restrito ao orçamento doméstico e passou a influenciar diretamente as decisões amorosas dos brasileiros.
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