Operação Carrasco: ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas é presa pela Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu a ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas na segunda fase da Operação Carrasco. Investigação apura mortes de animais, estelionato e associação criminosa.
PORTO ALEGRE E REGIÃO
Redação I
6/15/20262 min read


Ex-secretária do Bem-Estar Animal de Canoas é presa na segunda fase da Operação Carrasco
Polícia Civil investiga mortes de cães e gatos, estelionato e associação criminosa
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta segunda-feira (15) a segunda fase da Operação Carrasco, que investiga supostos crimes envolvendo a gestão da Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal de Canoas. A principal alvo da ação é a ex-secretária Paula Lopes, presa preventivamente durante a operação.
As investigações apuram suspeitas de maus-tratos contra animais, estelionato, associação criminosa, quebra de sigilo funcional e possíveis irregularidades relacionadas ao tratamento de cães e gatos acolhidos pelo município. A ação foi conduzida por agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.
Investigação começou após denúncias
A primeira fase da Operação Carrasco foi desencadeada em 2025 após denúncias sobre supostas eutanásias irregulares em animais que estavam sob responsabilidade da estrutura municipal de proteção animal.
Segundo a investigação, cerca de 240 animais podem ter sido submetidos a procedimentos de eutanásia considerados suspeitos. Durante diligências realizadas anteriormente, policiais encontraram animais mortos armazenados em freezer, medicamentos vencidos e documentos que passaram a integrar o inquérito policial.
Conforme a Polícia Civil, há indícios de que parte das mortes teria ocorrido para reduzir custos de tratamento veterinário de animais doentes. A apuração também busca esclarecer a participação de profissionais que atuavam junto ao serviço de atendimento animal.
Suspeita de estelionato e desvio de doações
Além das investigações sobre maus-tratos, a ex-secretária também é investigada por suposto estelionato relacionado a campanhas de arrecadação destinadas ao resgate e tratamento de animais.
De acordo com os investigadores, existem suspeitas de utilização de contas ligadas a entidades de proteção animal para recebimento de recursos obtidos por meio de campanhas públicas de arrecadação. A movimentação financeira identificada durante a investigação passou a ser analisada pela polícia.
Durante as operações, também foram apreendidos valores em dinheiro, documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para a continuidade das investigações.
Segunda fase da Operação Carrasco
Na nova etapa da Operação Carrasco, a Polícia Civil cumpriu mandados judiciais autorizados pela Justiça com o objetivo de aprofundar a coleta de provas e identificar possíveis participantes do esquema investigado.
A prisão preventiva da ex-secretária foi decretada diante dos elementos reunidos durante a investigação. A polícia busca esclarecer a extensão dos fatos e eventual participação de outras pessoas nos crimes investigados.
Caso teve grande repercussão
O caso gerou forte repercussão entre entidades de proteção animal, voluntários e moradores de Canoas. As denúncias envolvendo a morte de cães e gatos acolhidos por estruturas públicas provocaram mobilização de protetores independentes e pedidos de responsabilização dos envolvidos.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas diligências não estão descartadas. Os materiais apreendidos passarão por análise pericial para auxiliar na conclusão do inquérito.
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Operação Carrasco, Paula Lopes, Canoas, Polícia Civil RS, Bem-Estar Animal, maus-tratos a animais, cães e gatos, estelionato, prisão preventiva, investigação policial, Rio Grande do Sul, notícias Canoas
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