Mulher presa por fingir ser adolescente em SC já havia sido detida duas vezes por golpes semelhantes no RS
Investigação revela que mulher de 37 anos presa em Santa Catarina após se passar por adolescente já havia sido presa duas vezes no Rio Grande do Sul por casos semelhantes.
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Redação I
6/5/20263 min read


Mulher presa por fingir ser adolescente em Santa Catarina já havia sido detida duas vezes por golpes semelhantes no RS
Investigação revela histórico de ocorrências no Rio Grande do Sul antes do caso que ganhou repercussão nacional em Joinville
A mulher de 37 anos presa em Joinville, Santa Catarina, após se passar por uma adolescente de 12 anos, já havia sido presa outras duas vezes por situações semelhantes no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada durante as investigações que apuram o caso, um dos mais comentados do país nos últimos dias.
Segundo apurado pelas autoridades, a suspeita utilizava identidades falsas e criava histórias envolvendo abandono, vulnerabilidade social e supostos conflitos familiares para conquistar a confiança de pessoas dispostas a ajudá-la. O caso ganhou destaque nacional após a descoberta de que ela conviveu durante mais de um ano com uma família catarinense apresentando-se como uma adolescente.
Histórico de golpes semelhantes no Rio Grande do Sul
Conforme levantamento realizado pelas forças de segurança, a mulher já havia sido presa em pelo menos duas oportunidades no Rio Grande do Sul por ocorrências com características semelhantes às registradas em Santa Catarina.
Os registros apontam que ela costumava mudar de identidade e apresentar versões diferentes sobre sua origem. Em alguns casos, alegava ser menor de idade e afirmava estar sozinha ou afastada da família, estratégia que facilitava a aproximação de pessoas dispostas a oferecer ajuda.
A reincidência chamou a atenção dos investigadores, que agora trabalham para identificar todas as ocorrências relacionadas à suspeita ao longo dos últimos anos.
Caso em Joinville ganhou repercussão nacional
A prisão ocorreu após inconsistências serem identificadas em documentos e informações fornecidas pela mulher. Inicialmente, ela afirmava ter apenas 12 anos de idade e relatava uma série de dificuldades pessoais.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil descobriu que a suposta adolescente era, na realidade, uma mulher adulta de 37 anos. A revelação surpreendeu não apenas a família que a acolheu, mas também moradores da região e usuários das redes sociais que passaram a acompanhar o caso.
A situação gerou grande repercussão devido ao longo período em que a suspeita conseguiu sustentar a falsa identidade sem levantar suspeitas.
Investigação aponta atuação em diversos estados
As autoridades também investigam a possibilidade de que a mulher tenha utilizado o mesmo método em outros estados brasileiros.
Relatórios policiais indicam registros e investigações envolvendo diferentes identidades utilizadas ao longo dos anos. A suspeita teria circulado por diversas cidades apresentando versões diferentes sobre sua história pessoal.
O objetivo agora é identificar eventuais vítimas, verificar possíveis prejuízos causados e esclarecer a extensão da atuação da investigada em diferentes regiões do país.
Possíveis crimes seguem sendo analisados
Entre os crimes analisados pelas autoridades estão falsidade ideológica, uso de documento falso, falsa identidade e outras infrações que possam ter sido praticadas durante os episódios investigados.
A Polícia Civil também busca determinar se houve obtenção de vantagens financeiras ou materiais por meio das histórias apresentadas pela suspeita.
Dependendo dos resultados das investigações, novos procedimentos poderão ser instaurados em diferentes estados onde existam registros relacionados ao caso.
Justiça determinou avaliação psiquiátrica
Após a prisão, a Justiça autorizou a realização de exames psiquiátricos para avaliar as condições mentais da investigada.
A medida busca esclarecer se existe algum transtorno que possa ter influenciado os comportamentos observados ao longo dos últimos anos. O resultado da avaliação poderá ser utilizado durante o andamento dos processos judiciais.
Enquanto isso, a mulher permanece à disposição da Justiça e segue sendo investigada pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Caso levanta debate sobre verificação de identidade
A repercussão nacional do episódio também reacendeu discussões sobre mecanismos de verificação de identidade e sobre os desafios enfrentados por famílias, instituições e órgãos públicos ao lidar com situações envolvendo pessoas em aparente vulnerabilidade.
Especialistas apontam que casos desse tipo são incomuns, mas demonstram a importância da conferência de documentos e da checagem de informações em situações que envolvem acolhimento, assistência social e proteção de menores.
As investigações continuam em andamento e novas informações poderão surgir nos próximos dias conforme o avanço das diligências.
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