Mãe de menino é presa !

Mãe de menino de 3 anos morto após agressões confessadas pelo pai é presa preventivamente em Viamão

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Redação I

7/8/20263 min read

Mãe de menino de 3 anos morto após agressões confessadas pelo pai é presa preventivamente em Viamão

A mãe de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, foi presa preventivamente no início da tarde desta quinta-feira (9), em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A prisão de Mayanna Angelina Rodgers havia sido solicitada pela Polícia Civil, que investiga o eventual envolvimento da mulher no crime.

A prisão ocorreu no mesmo dia em que foi confirmada a morte de Oliver. O menino estava internado na UTI pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre, após sofrer graves agressões confessadas pelo próprio pai, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos.

Após a confirmação da morte, houve autorização para a doação dos órgãos da criança.

Doação de órgãos após confirmação da morte

A morte de Oliver foi confirmada nesta quinta-feira (9), em Porto Alegre. A criança permanecia internada em estado gravíssimo no HPS após ser transferida de Viamão.

Após a confirmação do falecimento, foi autorizada a doação dos órgãos do menino. O procedimento poderá beneficiar outras pessoas que aguardam por transplantes.

Pai confessou agressões contra o filho

O crime ocorreu na manhã de domingo (5), na região de Águas Claras, em Viamão, onde Oliver vivia com os pais e os irmãos.

Segundo a investigação, Dandre Jermaine Grayson confessou à polícia ter agredido o filho. Conforme o relato dado pelo próprio investigado às autoridades, a motivação alegada foi o fato de a criança não ter lhe dado "bom dia".

Oliver foi levado pelo próprio pai ao Hospital de Viamão. Após a equipe médica identificar a gravidade das lesões, a Brigada Militar foi acionada e o homem acabou preso em flagrante.

Posteriormente, a Justiça decretou sua prisão preventiva.

Polícia investiga eventual envolvimento da mãe

Mayanna Angelina Rodgers foi presa preventivamente no início da tarde desta quinta-feira. A medida havia sido solicitada pela Polícia Civil, que busca esclarecer se houve eventual envolvimento da mulher no crime.

A prisão preventiva não representa condenação, e a responsabilidade criminal da investigada ainda deverá ser determinada no decorrer das investigações e do processo judicial.

Outros filhos também podem ter sido vítimas de agressões

A investigação apura ainda um possível histórico de maus-tratos envolvendo outros filhos do casal.

Segundo a Polícia Civil, existem registros em pelo menos outros dois estados brasileiros indicando que três das demais crianças da família, atualmente com 5, 7 e 9 anos, também podem ter sido vítimas de agressões.

A situação de um quarto filho, um bebê de 1 ano, também está sendo investigada. Até o momento, não há confirmação de que essa criança tenha sofrido violência.

Os filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

De acordo com a investigação, a família vive no Brasil há aproximadamente nove anos e havia se mudado para Viamão cerca de seis meses antes do crime.

Relatório anterior não identificou indícios de violência familiar

Antes de o caso vir à tona, um relatório elaborado pela rede de proteção à criança e ao adolescente não havia identificado indícios de violência familiar que justificassem uma intervenção.

O documento foi produzido meses antes da prisão do missionário e apontava que, durante visitas e acompanhamentos realizados junto à família, não foram encontrados elementos que indicassem risco iminente às crianças ou situações que justificassem medidas protetivas mais severas.

Na ocasião, os profissionais responsáveis pelo acompanhamento não identificaram sinais suficientes para concluir pela existência de violência familiar ou maus-tratos.

Caso levanta questionamentos sobre atuação da rede de proteção

A morte de Oliver, a investigação envolvendo os demais filhos e a existência de um acompanhamento anterior da família levantam questionamentos sobre os mecanismos utilizados para identificar situações de violência contra crianças.

A rede de proteção à criança e ao adolescente reúne instituições como Conselho Tutelar, assistência social, unidades de saúde, escolas, Ministério Público e outros órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Até o momento, não há indicação oficial de responsabilidade individual por parte dos profissionais que participaram do acompanhamento anterior da família.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias das agressões, o eventual envolvimento da mãe, o histórico envolvendo os demais filhos e os atendimentos realizados anteriormente pela rede de proteção.

Somente a conclusão das investigações poderá determinar as responsabilidades individuais e esclarecer integralmente as circunstâncias do caso.

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