Justiça mantém prisão de mãe de menino morto em Viamão

A Justiça manteve a prisão preventiva da mãe do menino de 3 anos que morreu após ser espancado pelo pai em Viamão. A investigação da Polícia Civil apura homicídio qualificado, tortura e omissão.

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Redação I

7/10/20263 min read

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da mãe do menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que morreu após ser brutalmente agredido pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (10), após a mulher ter sido presa preventivamente pela Polícia Civil. Ela é investigada por suspeita de omissão e possível participação nos crimes praticados contra o filho.

O pai da criança, o norte-americano Dandre Jermaine Grayson, já está preso e confessou as agressões. Com a confirmação da morte de Oliver, a investigação passou a apurar os crimes de homicídio dolosamente qualificado e tortura.

Investigação apura omissão da mãe

Segundo a Polícia Civil, a investigação busca esclarecer qual foi o grau de participação da mãe durante o período em que a criança sofreu agressões. Os investigadores apuram se ela tinha conhecimento da violência e se deixou de agir para impedir o crime ou proteger o filho.

A prisão preventiva foi solicitada para garantir o andamento das investigações e evitar interferências na coleta de provas. A decisão foi mantida pela Justiça, que entendeu haver elementos suficientes para a continuidade da custódia da investigada.

Caso mobiliza rede de proteção

O caso provocou grande repercussão no Rio Grande do Sul e mobilizou órgãos da rede de proteção à infância.

Conforme a investigação, a família já havia recebido acompanhamento de serviços públicos em outros estados antes de se estabelecer em Viamão. Também existiam registros de atendimentos pelos Conselhos Tutelares e por equipes de assistência social, que agora fazem parte das apurações conduzidas pela Polícia Civil.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Viamão aguarda documentos de Santa Catarina e São Paulo para reconstruir o histórico completo da família e verificar eventuais episódios anteriores de violência contra as crianças.

Pai confessou as agressões

O pai de Oliver permanece preso desde a última semana e confessou ter espancado o filho. A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos.

Após a confirmação da morte, os órgãos da Justiça passaram a tratar o caso como homicídio qualificado, enquanto a investigação também analisa possíveis crimes de tortura praticados contra os demais filhos do casal.

Outros filhos seguem protegidos

Os outros filhos do casal permanecem sob proteção da rede de assistência social enquanto o caso segue sendo investigado.

Além da responsabilização criminal dos envolvidos, a investigação pretende identificar se houve falhas no acompanhamento realizado pelos órgãos de proteção à infância e se todas as medidas previstas foram adotadas antes da tragédia. O município de Viamão informou que deverá instaurar uma sindicância para avaliar a atuação da rede de atendimento.

Inquérito continua em andamento

A Polícia Civil informou que o inquérito ainda não foi concluído. Novos depoimentos, perícias e laudos periciais deverão ser incorporados à investigação nos próximos dias.

Somente após a conclusão das diligências o Ministério Público decidirá sobre o oferecimento da denúncia contra os investigados. Enquanto isso, a Justiça manteve a prisão preventiva da mãe e do pai da criança, considerando a gravidade dos fatos e a necessidade de preservar a investigação.

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