Justiça bloqueia R$ 20 milhões de família investigada por fraude no RS

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens de uma família investigada por supostas fraudes em licitações de coleta de lixo em municípios do Rio Grande do Sul.

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Redação I

6/25/20262 min read

Justiça bloqueia R$ 20 milhões

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens de uma família investigada por supostas fraudes em licitações de coleta e destinação de resíduos sólidos no Rio Grande do Sul. A medida foi solicitada durante uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apura um possível esquema envolvendo empresas do mesmo grupo familiar.

As investigações apontam que seis empresas, cujos sócios possuem vínculos familiares, teriam participado de licitações simulando concorrência para conquistar contratos públicos em diferentes municípios gaúchos. Segundo o Ministério Público, o prejuízo estimado aos cofres públicos pode chegar a R$ 20 milhões.

Operação cumpre mandados

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em oito municípios do Estado. As diligências fazem parte da investigação conduzida pela Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre.

De acordo com o promotor responsável pelo caso, há indícios de que as empresas atuavam de forma coordenada para apenas aparentar concorrência durante os processos licitatórios, favorecendo integrantes do mesmo grupo econômico.

Licitações são investigadas

As apurações envolvem contratos relacionados à coleta de lixo e à destinação de resíduos sólidos em pelo menos 15 municípios do Rio Grande do Sul, entre eles:

  • Torres;

  • São Leopoldo;

  • Novo Hamburgo;

  • Nova Santa Rita;

  • Xangri-Lá;

  • Rolante;

  • Santo Antônio da Patrulha;

  • Rosário do Sul.

Segundo o Ministério Público, as investigações buscam verificar se houve combinação de propostas para eliminar a concorrência nas licitações públicas.

Bens foram bloqueados

Além do bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões, a Justiça determinou medidas patrimoniais para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas ao fim do processo.

As decisões judiciais têm caráter cautelar e não representam condenação dos investigados. A investigação segue em andamento, e os envolvidos terão direito à ampla defesa e ao contraditório.

Investigação continua

O Ministério Público do Rio Grande do Sul informou que novas diligências poderão ser realizadas conforme o avanço das investigações. Documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais apreendidos passarão por análise para verificar a existência de possíveis crimes contra a administração pública.

Até a conclusão do inquérito, não há decisão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados. O caso segue sob sigilo parcial para preservar a coleta de provas.

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Backlinks externos

Ministério Público do Rio Grande do Sul
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Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
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