INSS passa a exigir biometria para concessão de benefícios

O INSS ampliou a exigência de cadastro biométrico para aposentadorias, auxílios e benefícios assistenciais. Veja quem precisará realizar o procedimento e quem está isento.

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Redação I

6/23/20262 min read

INSS passa a exigir biometria para concessão de benefícios

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ampliou a exigência de cadastro biométrico para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A nova regra vale para aposentadorias, auxílios, pensões e também para o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), com o objetivo de reforçar a segurança do sistema e reduzir fraudes.

A medida foi oficializada por meio de portaria publicada pelo governo federal e faz parte de um processo de modernização dos mecanismos de identificação dos beneficiários. Segundo o INSS, a biometria permitirá uma verificação mais segura da identidade dos cidadãos que solicitam benefícios.

Como funcionará a exigência da biometria

Quem solicitar um benefício deverá possuir registro biométrico em pelo menos uma das bases oficiais do governo. Serão aceitos cadastros realizados por meio da:

  • Carteira de Identidade Nacional (CIN);

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

  • Título de Eleitor.

A biometria será utilizada para confirmar a identidade do requerente durante o processo de solicitação e concessão do benefício. A intenção é evitar fraudes e garantir que os recursos públicos sejam destinados aos verdadeiros beneficiários.

Quais benefícios serão afetados

A exigência passa a alcançar grande parte dos benefícios administrados pelo INSS, incluindo:

  • Aposentadorias;

  • Pensão por morte;

  • Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);

  • Benefícios assistenciais, como o BPC/Loas.

A regra já era aplicada em alguns serviços específicos e agora será ampliada para novos requerimentos realizados junto ao órgão.

Quem está isento da biometria

A nova regulamentação prevê exceções para grupos que enfrentam dificuldades de acesso ao cadastro biométrico. Entre os dispensados estão:

  • Pessoas com mais de 80 anos;

  • Pessoas com dificuldades de locomoção comprovadas por questões de saúde;

  • Moradores de localidades remotas ou de difícil acesso;

  • Migrantes, refugiados e apátridas;

  • Brasileiros residentes no exterior.

Nesses casos, o governo prevê mecanismos alternativos para garantir o acesso aos benefícios sem prejudicar os segurados.

Cronograma da nova exigência

O cronograma prevê etapas graduais para adaptação dos beneficiários. Desde novembro de 2025, novos pedidos já exigem cadastro biométrico. Em etapas futuras, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) deverá se tornar o principal documento de validação biométrica para os serviços do INSS.

Segundo o governo federal, a implementação gradual busca evitar transtornos e permitir que os cidadãos tenham tempo suficiente para atualizar seus documentos e realizar o cadastramento necessário.

Objetivo é reforçar segurança e combater fraudes

A ampliação da biometria faz parte de uma série de medidas adotadas pelo governo para fortalecer a segurança dos serviços previdenciários. O sistema biométrico dificulta tentativas de fraude, reduz riscos de utilização indevida de dados e aumenta a confiabilidade dos processos de concessão de benefícios.

O INSS orienta os cidadãos a verificarem se possuem cadastro biométrico válido em alguma das bases oficiais e a manterem seus dados atualizados para evitar problemas em futuras solicitações de benefícios.

Tags: INSS, Biometria, Aposentadoria, Benefícios do INSS, BPC, Previdência Social, Governo Federal, Carteira de Identidade Nacional, CNH, Título de Eleitor, Benefícios Sociais, Economia, Brasil, Notícias do Brasil

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