Impacto da proposta de redução da jornada de trabalho no agronegócio do Rio Grande do Sul

Mais de 100 mil trabalhadores rurais do Rio Grande do Sul podem ser impactados pela proposta que prevê o fim da escala 6x1. PEC aprovada na Câmara reduz jornada semanal e amplia dias de descanso.

RIO GRANDE DO SUL

Redação I

5/28/20262 min read

people walking on brown field during daytime
people walking on brown field during daytime

A Proposta de Alteração na Escala de Trabalho

No contexto atual do agronegócio no Rio Grande do Sul, a proposta que visa o fim da escala de trabalho 6x1, sob a qual cerca de 106 mil trabalhadores rurais estão inseridos, tem gerado intenso debate. A federação dos trabalhadores assalariados rurais do estado (FETAR-RS) divulgou recentemente o impacto que essa mudança pode acarretar para os trabalhadores do setor. A proposta está inserida na PEC 221/2019, a qual foi aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente aguarda análise no Senado Federal.

Benefícios Potenciais para os Trabalhadores

De acordo com João Cézar Larrosa, presidente da FETAR-RS, a modificação da jornada de trabalho pode trazer benefícios significativos para a qualidade de vida dos trabalhadores rurais. O modelo 6x1, que exige que os trabalhadores atuem por seis dias seguidos, prejudica a saúde e o bem-estar dos profissionais, especialmente considerando as condições físicas desgastantes das atividades agrícolas e os rigores climáticos enfrentados cotidianamente. A alteração proposta prevê uma redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da ampliação do descanso semanal, o que pode proporcionar um aumento considerável no tempo disponível para o descanso.

Impacto nas Comunidades e Próximos Passos

Outro ponto relevante mencionado pela FETAR-RS é o efeito econômico que a nova estrutura de trabalho pode ter nas pequenas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Com mais dias livres, espera-se que os trabalhadores rurais circulam mais pelos centros urbanos, o que poderia impulsionar o comércio local e os serviços disponíveis. Até o momento, dados do Ministério do Trabalho sugerem que cerca de 830 mil trabalhadores de diferentes setores gaúchos podem se beneficiar caso a nova jornada seja aprovada definitivamente.

Apesar da aprovação inicial, a proposta ainda enfrenta incertezas quanto à sua regulamentação para setores específicos, como o trabalho rural. Discussões no Congresso indicam que categorias diferentes podem exigir regras próprias, levando em conta as particularidades das atividades desempenhadas. A continuidade desse assunto nas esferas políticas será crucial para determinar o futuro dos trabalhadores rurais e o impacto geral da nova escala de trabalho no agronegócio da região.

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