Greening no RS: mais de 500 imóveis são vistoriados após primeiro foco

Mais de 500 imóveis foram vistoriados após a confirmação do primeiro foco de greening no Rio Grande do Sul. Doença ameaça a citricultura e mobiliza força-tarefa.

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Redação I

6/18/20263 min read

Greening: mais de 500 imóveis são vistoriados após primeiro foco no RS

O primeiro caso de greening no Rio Grande do Sul mobilizou uma ampla força-tarefa de fiscalização e monitoramento no município de Palmitinho, no Norte do Estado. Após a confirmação da doença, mais de 500 imóveis foram vistoriados por equipes da Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura e órgãos parceiros para evitar a disseminação da praga considerada a mais devastadora da citricultura mundial.

A identificação do primeiro foco de greening no RS acendeu um alerta para produtores, autoridades e toda a cadeia produtiva dos citros. A doença, também conhecida como Huanglongbing (HLB), não possui cura e pode comprometer plantações inteiras de laranja, bergamota, limão e outras frutas cítricas.

Fiscalização é ampliada após foco de greening no RS

Logo após a confirmação da doença, equipes da Defesa Vegetal iniciaram o protocolo emergencial previsto pelo Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. Inicialmente, 26 imóveis localizados em um raio de 500 metros da propriedade afetada foram vistoriados. Em seguida, o monitoramento foi ampliado para um raio de 2,4 quilômetros, abrangendo aproximadamente 230 propriedades. Com a ampliação das inspeções e áreas vizinhas analisadas, o número de imóveis vistoriados ultrapassou 500 unidades.

As ações incluem inspeções em pomares comerciais, propriedades rurais, áreas urbanas e locais com presença de plantas cítricas que possam servir de hospedeiras para a bactéria causadora da doença. Técnicos também realizam a busca pelo inseto transmissor, o psilídeo Diaphorina citri.

Primeiro caso foi registrado em Palmitinho

O primeiro registro de greening no Rio Grande do Sul ocorreu em um pomar doméstico localizado em Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai. O local possuía diversas espécies cítricas destinadas ao consumo familiar.

Análises laboratoriais confirmaram a presença da bactéria responsável pela doença em mais de uma planta. Após a confirmação, as árvores contaminadas foram eliminadas para evitar a propagação do problema. A principal suspeita das autoridades é que mudas contaminadas tenham sido introduzidas no Estado de forma irregular.

Greening ameaça a citricultura gaúcha

A preocupação das autoridades ocorre porque o greening no RS pode causar impactos econômicos significativos. A doença reduz a produtividade das plantas, compromete a qualidade dos frutos, provoca deformações e pode levar à morte das árvores infectadas.

Segundo especialistas, trata-se da doença mais severa da citricultura mundial. Uma vez contaminada, a planta não possui tratamento curativo, tornando a erradicação dos focos a principal estratégia de controle.

O Rio Grande do Sul era um dos últimos estados brasileiros sem registros oficiais da doença. Por isso, a confirmação do foco gerou mobilização imediata para impedir que a bactéria alcance regiões produtoras de maior relevância econômica.

Estado reforça monitoramento e prevenção

A Secretaria da Agricultura destaca que o Rio Grande do Sul já realizava monitoramento preventivo antes mesmo da confirmação do caso. Entre 2025 e 2026, centenas de armadilhas foram instaladas em dezenas de municípios para identificar precocemente a presença do inseto transmissor.

Dados da Defesa Vegetal apontam que 374 armadilhas foram monitoradas em 77 municípios, resultando em mais de 4 mil leituras técnicas. Além disso, centenas de inspeções em pomares foram realizadas antes da descoberta do foco em Palmitinho.

A orientação aos produtores é adquirir apenas mudas certificadas e com procedência comprovada. O uso de material irregular é apontado como uma das principais portas de entrada da doença em novas regiões produtoras.

Vigilância continua nos próximos meses.

Mesmo após a eliminação das plantas contaminadas, as autoridades afirmam que o monitoramento continuará de forma intensa. Isso porque a bactéria pode permanecer em plantas sem apresentar sintomas visíveis durante longos períodos.

As equipes seguem realizando inspeções, coleta de amostras e monitoramento fitossanitário para garantir que o primeiro foco de greening no Rio Grande do Sul não evolua para uma ameaça permanente à produção citrícola gaúcha.

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