Gasolina pode ter mistura de 32% de etanol no Brasil
Governo federal avalia elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%. Decisão será analisada pelo CNPE em junho.
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Redação I
6/20/20262 min read


Gasolina pode ter mais etanol no Brasil
Governo avalia elevar mistura para 32%
O governo federal deverá analisar nos próximos dias uma proposta para aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32%. A medida será discutida pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião marcada para 24 de junho.
A proposta faz parte da política de fortalecimento dos biocombustíveis e busca reduzir a dependência da importação de gasolina, além de ampliar a participação do etanol na matriz energética brasileira. O tema ganhou força após reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e representantes do setor sucroenergético.
O que muda na gasolina
Se aprovada, a mudança elevará o percentual obrigatório de etanol anidro presente na gasolina comum vendida nos postos brasileiros. Atualmente, a mistura é de 30% (E30), índice que entrou em vigor após a implementação da Lei do Combustível do Futuro.
Com a alteração, o combustível passará a contar com 32% de etanol (E32), ampliando a participação de fontes renováveis no setor de transportes.
Impacto no preço dos combustíveis
Segundo estimativas apresentadas pelo Ministério de Minas e Energia, o aumento da mistura poderá ajudar a reduzir custos de importação e amenizar oscilações provocadas pelo mercado internacional do petróleo. O governo calcula que a medida poderá evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano.
Representantes do setor afirmam que o etanol tem custo inferior ao da gasolina em boa parte do país, o que pode contribuir para reduzir ou conter aumentos nos preços ao consumidor.
Setor defende aprovação da medida
Entidades ligadas à produção de biocombustíveis argumentam que os testes técnicos realizados anteriormente já demonstraram a viabilidade do E32 sem impactos significativos para os motores dos veículos. Estudos também indicam que a legislação permite percentuais ainda maiores, chegando até 35% em determinadas condições técnicas.
O avanço da mistura é visto como uma forma de fortalecer a produção nacional de etanol, estimular investimentos no setor e ampliar a segurança energética brasileira.
Decisão sai nos próximos dias
A definição deverá ocorrer durante a reunião do CNPE prevista para 24 de junho. A expectativa do setor é de aprovação da proposta, que já conta com apoio do Ministério de Minas e Energia e de segmentos ligados aos biocombustíveis.
Caso a medida seja aprovada, o Brasil dará mais um passo na ampliação do uso de combustíveis renováveis, mantendo o etanol como um dos principais pilares da matriz energética nacional.
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