Falta de CNH eleva mortes no trânsito em Porto Alegre

A falta de habilitação foi o principal fator associado às mortes no trânsito de Porto Alegre no primeiro semestre de 2026. Dados da EPTC mostram 45 vítimas fatais em 44 sinistros.

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Redação I

7/12/20262 min read

A falta de habilitação ou a CNH irregular foi o principal fator de risco identificado nas mortes no trânsito de Porto Alegre durante o primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) apontam que, entre janeiro e junho, a Capital registrou 44 sinistros fatais, que resultaram em 45 mortes, mantendo o mesmo número de vítimas fatais observado no mesmo período de 2024 e 2025.

CNH irregular lidera fatores de risco

A análise parcial realizada pelo Programa Vida no Trânsito (PVT) revelou que a falta de habilitação foi o fator mais recorrente entre os acidentes fatais já investigados em 2026. Em 13 dos 44 sinistros, pelo menos um dos condutores envolvidos não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou estava com o documento irregular. Em nove desses casos, os veículos envolvidos eram motocicletas.

Além da ausência de habilitação, outros fatores que aparecem com frequência nas ocorrências são o desrespeito ao sinal vermelho ou à parada obrigatória, o excesso de velocidade e comportamentos considerados imprudentes pelos investigadores do programa.

Motociclistas seguem entre as principais vítimas

Os números da EPTC mostram que os motociclistas continuam sendo o grupo mais vulnerável no trânsito de Porto Alegre. Das 45 vítimas fatais registradas no semestre, 21 eram condutores de veículos e, desse total, 17 eram motociclistas, representando 81% dos motoristas mortos.

Considerando também passageiros e atropelamentos, as motocicletas estiveram envolvidas em 25 das 45 mortes, equivalente a 56% de todos os óbitos registrados no período. O levantamento reforça a necessidade de ações voltadas à segurança desse grupo, que concentra grande parte das ocorrências graves.

Pedestres também preocupam

Os pedestres representam outro grupo fortemente impactado. Foram registradas 20 mortes por atropelamento, correspondendo a 44% das vítimas fatais do semestre.

Entre esses casos, sete pedestres foram atropelados por motocicletas, cinco por ônibus urbanos, cinco por automóveis, um por bicicleta, um por veículo de lotação e outro por ônibus metropolitano. Os atropelamentos continuam sendo o tipo de ocorrência fatal mais frequente em Porto Alegre.

EPTC reforça fiscalização

Segundo a EPTC, o início de 2026 apresentou um cenário preocupante, com 20 mortes apenas nos dois primeiros meses do ano. Diante desse quadro, o órgão intensificou operações de fiscalização, campanhas educativas e intervenções de engenharia de tráfego para conter o avanço da mortalidade.

Apesar do alto número de vítimas, a empresa afirma que as medidas adotadas ajudaram a estabilizar os indicadores ao longo do semestre, encerrando o período com o mesmo total de mortes registrado nos dois anos anteriores.

Programa identifica causas dos acidentes

Os dados fazem parte do monitoramento permanente do Programa Vida no Trânsito, coordenado pelo Ministério da Saúde. O programa analisa individualmente todos os sinistros fatais para identificar os principais fatores de risco e orientar políticas públicas voltadas à fiscalização, educação e melhorias na infraestrutura viária.

A expectativa da EPTC é que o cruzamento dessas informações permita desenvolver estratégias mais eficientes para reduzir as mortes no trânsito de Porto Alegre, principalmente entre motociclistas e pedestres, considerados os grupos mais vulneráveis.

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