Empresa perde prazo em licitação da saúde de Porto Alegre

A empresa vencedora da licitação para administrar unidades de saúde de Porto Alegre perdeu o prazo para envio de documentos em duas ocasiões. O caso é questionado pelo Simers, que pretende recorrer à Justiça.

PORTO ALEGRE E REGIÃOÚLTIMAS NOTÍCIAS

Redação I

6/30/20262 min read

Licitação da saúde gera questionamentos

A empresa vencedora da licitação para administrar 67 unidades de saúde de Porto Alegre perdeu o prazo para apresentar documentos em duas oportunidades durante o processo licitatório. As supostas irregularidades foram apontadas pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que informou que irá questionar judicialmente o resultado da concorrência pública.

Segundo o sindicato, os dois atrasos ocorreram no mesmo dia em que as propostas deveriam ser encaminhadas. Em um dos casos, a documentação foi enviada segundos após o horário limite estabelecido pelo edital. Na outra proposta, referente às unidades da Zona Leste, o envio ocorreu cerca de duas horas depois do encerramento oficial do prazo.

Atrasos durante a licitação

De acordo com o Simers, os atrasos deveriam ter resultado na desclassificação da empresa, já que os documentos precisavam ser apresentados até as 16h do dia previsto no edital.

A entidade afirma que a aceitação das propostas, mesmo após o encerramento do prazo, levanta dúvidas sobre a regularidade do processo licitatório que definiu a nova administradora das unidades de saúde de Porto Alegre.

Sindicato aponta outras irregularidades

Além da perda dos prazos, o Simers sustenta que a empresa não possui o Certificado de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas).

Segundo o sindicato, a ausência dessa certificação aumenta os custos da folha de pagamento em aproximadamente 20%, fator que, na avaliação da entidade, contribuiu para a proposta de redução salarial apresentada aos profissionais da saúde que atuam na Atenção Primária da Capital.

Cortes salariais provocam reação

A licitação também passou a ser alvo de críticas após a divulgação de uma proposta de redução entre 30% e 60% na remuneração de médicos e outros profissionais que trabalham nas unidades básicas de saúde.

Nesta terça-feira (30), trabalhadores realizaram um protesto em frente ao Centro Administrativo Municipal, no Centro Histórico de Porto Alegre, pedindo a anulação da licitação e a manutenção dos salários.

Órgãos acompanham o caso

O processo também passou a ser acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), que encaminhou pedidos de análise ao Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), ao Ministério Público do Estado (MPRS) e ao Ministério Público Federal (MPF).

O conselho demonstra preocupação com possíveis impactos na continuidade do atendimento à população e na estabilidade das equipes que atuam na Atenção Primária à Saúde de Porto Alegre.

Caso pode parar na Justiça

O Simers informou que pretende ingressar com ação judicial para contestar a licitação, alegando que as irregularidades identificadas comprometem a legalidade do processo.

Enquanto isso, a transição da gestão das 67 unidades de saúde de Porto Alegre segue sendo acompanhada por sindicatos, conselhos profissionais e órgãos de fiscalização, que avaliam os possíveis impactos sobre os trabalhadores e o atendimento prestado à população.

Tags

Porto Alegre, licitação da saúde, unidades de saúde de Porto Alegre, Simers, Cremers, Ministério Público do Trabalho, postos de saúde, Prefeitura de Porto Alegre, Atenção Primária, saúde pública, Rio Grande do Sul.

Backlinks externos

©2026. Jornal MPV. Todos os Direitos Reservados.