Diretor do DHPP detalha estratégia para conter guerra entre facções em Porto Alegre

Diretor do DHPP afirma que cada homicídio deve gerar uma resposta imediata das forças de segurança para reduzir a violência entre facções em Porto Alegre.

PORTO ALEGRE E REGIÃOÚLTIMAS NOTÍCIAS

Redação I

7/15/20262 min read

A guerra entre facções em Porto Alegre motivou a adoção de uma estratégia integrada das forças de segurança do Rio Grande do Sul para reduzir a sequência de homicídios registrada desde o fim de junho. Nesta quarta-feira (15), o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, afirmou que a resposta do Estado busca aumentar a pressão sobre os grupos criminosos após cada assassinato.

"Cada morte precisa ter consequências para eles, para que saibam que não vale a pena", declarou o delegado ao explicar a atuação do chamado Protocolo das Sete Medidas de Enfrentamento aos Homicídios.

Segundo o DHPP, cerca de 80% dos homicídios dolosos registrados em Porto Alegre possuem relação direta com organizações criminosas. Conforme o delegado, as execuções costumam ocorrer por disputas de território e interesses econômicos, gerando crimes de represália que alimentam novos episódios de violência.

Como funciona o protocolo adotado pelas forças de segurança?

O protocolo reúne ações integradas da Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Penal, Ministério Público e Poder Judiciário.

Entre as medidas adotadas estão:

  • reforço do policiamento nas áreas onde ocorrem homicídios;

  • investigação acelerada para identificar autores e mandantes;

  • responsabilização das lideranças criminosas, inclusive as que já estão presas;

  • operações no sistema prisional para apreensão de celulares e outros materiais ilícitos;

  • investigações sobre lavagem de dinheiro e patrimônio das organizações criminosas;

  • isolamento de chefes de facções em unidades de segurança máxima ou presídios federais.

De acordo com o diretor do DHPP, o objetivo é fazer com que cada homicídio resulte em perdas operacionais e financeiras para as organizações criminosas, reduzindo o incentivo às execuções.

O que motivou a adoção da estratégia?

A mobilização ocorreu após uma sequência de homicídios registrada a partir de 23 de junho em diferentes bairros da Capital.

Conforme as investigações, parte desses crimes está relacionada a disputas entre grupos criminosos, que desencadearam ataques de represália em diferentes regiões da cidade. O DHPP afirma que a resposta rápida busca impedir novos ciclos de violência.

O protocolo substitui o policiamento diário?

Não. Segundo o diretor do DHPP, o protocolo atua de forma complementar às ações permanentes das forças de segurança.

A estratégia é acionada após homicídios ligados ao crime organizado para ampliar a pressão sobre os responsáveis, enquanto o policiamento ostensivo e as investigações continuam ocorrendo normalmente em todo o Estado.

A expectativa das autoridades é que a atuação integrada contribua para reduzir as execuções motivadas por disputas entre organizações criminosas e aumente a capacidade de resposta das instituições de segurança pública.

Fonte: Correio do Povo.

Tags: Porto Alegre, DHPP, Polícia Civil, homicídios, segurança pública, facções criminosas, Brigada Militar, Rio Grande do Sul.

©2026. Jornal MPV. Todos os Direitos Reservados.