Crescimento no Tratamento do Tabagismo no SUS: Um Olhar Sobre os Números de 2025

Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar no SUS em 2025 Número de atendimentos relacionados ao tabagismo cresceu 95% entre 2022 e 2025, impulsionado pela ampliação das ações de prevenção e cuidado na Atenção Primária à Saúde

BRASIL

Redação MPV III

5/30/20262 min read

Aumento no Atendimento Relacionado ao Tabagismo

Em 2025, mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar na rede pública de saúde, através do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse número expressivo representa um crescimento de 95% em relação aos 1,2 milhão de atendimentos registrados em 2022. Este aumento reflete a ampliação das ações de prevenção e cuidado que têm sido implementadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao longo dos últimos anos.

Ações de Prevenção e Educação na Atenção Primária

O crescimento no número de atendimentos está acompanhado por um aumento significativo nas atividades coletivas destinadas a usuários de tabaco. Entre 2022 e 2025, o número de ações educativas e rodas de conversa nas UBS passou de 61,9 mil para 157,1 mil, com a participação aumentando de 1 milhão para 2,1 milhões de pessoas. Essas iniciativas buscam conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo e oferecer suporte na cessação do uso do tabaco.

Apoio e Compromisso do SUS diante do Tabagismo

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo, afirmando que essa é uma questão de salvar vidas. O SUS está preparado para atender essa demanda, oferecendo acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos para aqueles que desejam parar de fumar. A expansão e formação de equipes de saúde da família, somadas à criação das equipes multiprofissionais, têm contribuído para melhorar a capacidade de atendimento e cuidado nos territórios, com um crescimento de 21,8 mil novas equipes.

Entretanto, essa melhora na saúde pública também traz um novo desafio: o aumento do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens. O ministério da saúde tem alertado sobre os riscos associados ao consumo de dispositivos eletrônicos para fumar, que, apesar de serem vistos por alguns como alternativas menos nocivas, podem resultar em dependência e problemas de saúde sério.

Com o cenário atual, o investimento em ações preventivas e educativas é crucial para não apenas combater o tabagismo, mas também para conscientizar sobre os riscos emergentes associados ao uso de produtos com nicotina sintética. O aumento no número de atendimentos na saúde pública é um sinal positivo, mas deve ser acompanhado de estratégias que garantam a saúde da população a longo prazo.

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