Comércio irregular preocupa expositores no Brique da Redenção

Expositores do Brique da Redenção, em Porto Alegre, denunciam avanço do comércio irregular, venda de produtos ilegais e ameaças de ambulantes. A Prefeitura afirma que realiza ações de fiscalização.

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Redação I

7/7/20262 min read

Comércio irregular preocupa Brique

O avanço do comércio irregular no Brique da Redenção, em Porto Alegre, tem gerado preocupação entre expositores de antiguidades, artesanato e artes plásticas. Segundo comerciantes autorizados, vendedores ambulantes ocupam áreas onde a comercialização é proibida por lei, descaracterizando a tradicional feira e provocando conflitos que incluem relatos de ameaças.

Feira enfrenta conflitos

Desde 2024, uma legislação municipal proíbe a comercialização de produtos em trechos da Avenida José Bonifácio destinados exclusivamente aos expositores credenciados do Brique da Redenção. Apesar da regra, bancas improvisadas e varais com roupas, acessórios e outros produtos continuam sendo montados aos domingos, segundo relatos dos expositores.

A presidente da Comissão Deliberativa dos Antiquários do Brique, Renita Marlise Stieler, afirma que a situação tem se tornado insustentável. Ela relata que comerciantes legalizados cumprem exigências previstas em editais públicos, enquanto vendedores irregulares ocupam os mesmos espaços sem autorização.

Ameaças preocupam expositores

Além da ocupação irregular, os expositores denunciam episódios de intimidação. Um dos casos ocorreu durante uma exposição de carros antigos, quando um ambulante teria ameaçado danificar um veículo após ser solicitado a deixar uma área reservada ao evento.

Os comerciantes também afirmam que algumas bancas irregulares provocam danos ao Parque Farroupilha (Redenção) ao prender estruturas em árvores e ocupar espaços destinados exclusivamente às atividades culturais da feira.

Prefeitura reforça fiscalização

Em nota, a Prefeitura de Porto Alegre informou que realiza operações conjuntas entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos (SMDETE), a Secretaria Executiva de Fiscalização (SEFIS) e a Guarda Civil Metropolitana para combater o comércio irregular em locais de grande circulação, como o Brique da Redenção, o Centro Histórico e a Orla do Guaíba.

O município orienta que ameaças ou situações de violência sejam comunicadas imediatamente à Guarda Municipal pelo telefone 153, permitindo a atuação das equipes de fiscalização e segurança.

Tradição está em risco

Os expositores afirmam que o crescimento do comércio irregular ameaça a identidade do Brique da Redenção, considerado um dos principais patrimônios culturais e turísticos de Porto Alegre. Eles defendem uma fiscalização mais efetiva para preservar o espaço destinado às antiguidades, ao artesanato, às artes plásticas e à gastronomia, características que marcaram a feira ao longo de décadas.

Enquanto isso, a Prefeitura informou que segue promovendo editais para ampliar a ocupação regular do Brique e reforça que continuará realizando ações para combater a atuação de vendedores sem autorização.

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Brique da Redenção, Porto Alegre, comércio irregular, vendedores ambulantes, antiquários, artesanato, Parque Farroupilha, Redenção, Prefeitura de Porto Alegre, fiscalização, economia, Rio Grande do Sul

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