Caso Viamão: defesa pede apuração sobre mãe

A defesa da mãe do menino morto em Viamão pediu a apuração do histórico de violência doméstica para sustentar que ela também era vítima e não teria condições de impedir as agressões contra o filho.

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Redação I

7/13/20262 min read

A defesa da mãe do menino de 3 anos morto após sofrer agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, solicitou que a investigação também apure o histórico de violência doméstica vivido pela mulher. A estratégia busca demonstrar que ela era vítima de abusos e, por isso, não teria condições de impedir as agressões praticadas contra o filho.

Enquanto isso, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul entra em uma nova fase da investigação, concentrando os trabalhos na análise de laudos periciais, documentos, depoimentos e informações solicitadas a órgãos públicos de diferentes estados. O inquérito segue em andamento e ainda depende da conclusão de diligências para definição das responsabilidades de cada investigado.

Investigação entra em nova fase

Segundo a delegada responsável pelo caso, a investigação passa agora pela análise das perícias, oitivas de testemunhas, conselheiros tutelares, profissionais da saúde e documentos encaminhados por órgãos públicos. Também são aguardadas informações de Santa Catarina, São Paulo e autoridades internacionais para complementar o inquérito.

Entre os documentos aguardados está o histórico do pai da criança, cidadão norte-americano, solicitado por meio de cooperação internacional. A Polícia Civil informou que o prazo inicial para conclusão do inquérito é de 30 dias, podendo ser prorrogado caso novas diligências sejam necessárias.

Defesa sustenta histórico de violência doméstica

A defesa da mãe afirma que ela viveu durante anos em um contexto de violência doméstica, isolamento e controle exercido pelo companheiro. Com base nessa tese, os advogados defendem que sejam apurados todos os episódios anteriores envolvendo o casal para avaliar se a mulher possuía condições reais de proteger o filho das agressões.

Os advogados argumentam que a análise do caso deve considerar o contexto de vulnerabilidade da investigada, enquanto a Polícia Civil mantém a apuração sobre eventual omissão da mãe diante das agressões sofridas pela criança.

Caso segue sob investigação

O pai da criança permanece preso preventivamente, suspeito de ser o autor das agressões que resultaram na morte do menino. A mãe também segue presa preventivamente enquanto a Polícia Civil reúne novos elementos para concluir o inquérito. A definição das acusações dependerá da conclusão das investigações e da análise do Ministério Público.

As autoridades reforçam que o caso permanece em investigação e que novas informações poderão ser incorporadas ao processo conforme o avanço das perícias e da coleta de documentos.

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