Buscas pela família Aguiar terminam sem localizar corpos

Uma denúncia anônima mobilizou uma força-tarefa em Canoas na tentativa de localizar os corpos da família Aguiar. Após horas de buscas, nenhuma evidência foi encontrada.

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Redação I

6/30/20262 min read

Buscas terminam sem encontrar corpos

As buscas pelos corpos da família Aguiar foram encerradas na tarde desta terça-feira (30) após uma denúncia anônima mobilizar uma grande força-tarefa da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros Militar em uma área de mata e banhado no bairro Mato Grande, em Canoas. Apesar do intenso trabalho das equipes, nenhum vestígio das vítimas foi encontrado.

A denúncia foi recebida inicialmente pelo telefone 190 da Brigada Militar e indicava que os corpos poderiam estar enterrados próximos a uma antena na região da Praia do Paquetá. A informação foi repassada à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que coordenou a operação.

Denúncia levou à força-tarefa

A ação mobilizou dezenas de policiais civis e militares, além de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul e uma cadela farejadora especializada em localização de corpos.

As primeiras buscas ocorreram em uma chácara apontada pela denúncia. Com autorização do proprietário, os policiais realizaram uma varredura completa no terreno durante mais de uma hora, mas não encontraram qualquer indício relacionado ao desaparecimento da família Aguiar.

Posteriormente, as equipes seguiram para um segundo ponto indicado na denúncia. O acesso exigiu a entrada em outra propriedade particular, autorizada pelos moradores. A imprensa não teve acesso ao local durante a operação.

Cães farejadores participaram das buscas

Devido à vegetação densa e ao terreno alagadiço, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul solicitou apoio do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre.

Uma cadela farejadora da raça pastor-belga-malinois foi utilizada nas buscas. Segundo o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Cristiano Alvarez, o animal percorreu toda a área prevista na diligência, mas não indicou a presença de corpos.

O delegado explicou que o trabalho dos cães possui limitação física em operações prolongadas e que a diligência prevista para o dia foi concluída conforme o planejamento.

Investigação continua

Apesar do resultado negativo, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que a hipótese levantada pela denúncia anônima ainda não pode ser totalmente descartada.

Segundo o delegado Cristiano Alvarez, a área vistoriada nunca havia aparecido durante a investigação e passou a ser analisada exclusivamente após a nova informação recebida pelas autoridades. As buscas fazem parte da investigação que continua em andamento.

Relembre o caso

A família Aguiar está desaparecida desde 25 de janeiro deste ano. As vítimas são Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar.

O policial militar Cristiano Domingues Francisco é réu no processo e responde por feminicídio, homicídios qualificados, ocultação de cadáver, fraude processual, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto e associação criminosa. Conforme a investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul, a motivação dos crimes estaria relacionada a disputas envolvendo a guarda do filho do casal. Os corpos das vítimas ainda não foram localizados.

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família Aguiar, Canoas, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar, buscas em Canoas, desaparecimento, investigação policial, Mato Grande, Praia do Paquetá, Rio Grande do Sul.

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