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A política municipal de acolhimento a pessoas enlutadas por suicídio em Porto Alegre
Porto Alegre instituiu a política “Vidas que Ficam”, voltada ao acolhimento de pessoas enlutadas por suicídio, com apoio psicológico, grupos de escuta e ações de conscientização.
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Redação MPV
5/23/20262 min read
à Política Municipal
A Prefeitura de Porto Alegre lançou a política municipal de acolhimento a pessoas enlutadas por suicídio, intitulada "Vidas Que Ficam". Essa iniciativa visa apoiar psicologicamente, socialmente e informativamente familiares, amigos e todos aqueles que foram impactados pela perda de uma pessoa que cometeu suicídio. Essa é uma ação que tem como objetivo mitigar o sofrimento e trazer suporte a quem enfrenta essa difícil realidade.
Aprovação e Ações Intersetoriais
O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e envolve várias secretarias e organizações civis, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde e o Comitê Estadual de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio. Essa abordagem intersetorial é fundamental, pois o luto por suicídio é uma experiência complexa que demanda uma atenção cuidadosa e especializada. Assim, a política implica uma colaboração efetiva entre diferentes frentes de atuação, reforçando a rede de suporte necessário para os enlutados.
Medidas Propostas para Acolhimento
Entre as medidas previstas na política estão a criação de grupos de escuta e acolhimento, onde profissionais da saúde mental conduzirão sessões para atender aqueles que estão enlutados. Além disso, haverá atendimento psicológico individual e familiar, assim como a capacitação de servidores públicos para promover uma abordagem humanizada em suas interações. Também serão realizadas campanhas de conscientização acerca dos impactos emocionais do luto por suicídio, visando desmistificar esse tema e reduzir o estigma associado.
Essas ações acontecerão em unidades de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), entre outros espaços públicos adequados para acolhimento comunitário. A estruturação de um ambiente acolhedor e acessível é vital para que as pessoas sintam-se confortáveis para buscar ajuda e apoio.
Como defendido pelo vereador Marcelo Bernardi (PSDB), autor da proposta, o luto por suicídio é frequentemente permeado por sentimentos de culpa, estigma e abandono. Isso reforça a importância do poder público em oferecer um suporte específico e direcionado, que considere as nuances e os desafios que os enlutados enfrentam.
A política "Vidas Que Ficam" representa um passo significativo na promoção do bem-estar emocional e psicológico de pessoas afetadas pelo suicídio em Porto Alegre. Ao estabelecer essa rede de apoio e compreensão, a iniciativa não só busca mitigar o sofrimento dos enlutados, mas também fortalece um diálogo aberto sobre a saúde mental, fundamental para a prevenção do suicídio e a promoção da vida.
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